CROSP Araraquara: 11.004 - Dr. João R. Gonçalves CRORT 29.221 - CROSP São Carlos: 16.033 - Dr Luciano Rezende da Cunha CRORT 86422



A dor de cabeça, ou cefaleia, pode ser um sintoma comum a diversas condições médicas e odontológicas. Segundo a Sociedade Internacional de Cefaleia, existem mais de 150 modalidades desse tipo de dor.

Para se ter uma noção da prevalência no Brasil, de acordo com os neurologistas Fernando Kowacs e Liselotte Barea, membros da Sociedade Brasileira de Cefaleia, os jovens adultos entre 30 e 39 anos são os que mais sofrem com a enxaqueca.

 

 Classificação

Elas podem ser divididas em dois grandes grupos:

– Cefaleias Primárias: aquelas em que a dor de cabeça é a própria doença. A migrânea (ou enxaqueca) é a mais conhecida;

– Cefaleias Secundárias: aquelas em que a dor de cabeça faz parte dos sintomas de outra doença. Existem várias origens para essa dor e as fontes odontológicas são responsáveis por algumas delas.

 Dor Orofacial e Cefaleia

A face, composta predominantemente pelo aparelho mastigatório, apresenta diversas estruturas que podem ser fontes de dor. Os problemas dentários, dos maxilares, dos músculos da mastigação e das articulações temporomandibulares (ATM) são as fontes mais frequentes.

Normalmente, as dores orofaciais são localizadas apenas no segmento facial. Porém, algumas características da dor como intensidade, frequência, recorrência e tempo de duração podem gerar o que chamamos de sensibilização do sistema nervoso central.

Esse processo de sensibilização pode apresentar como consequência um espalhamento da dor, tornando-a difusa, mal localizada e muitas vezes irradiada ao crânio e ao pescoço. Dessa forma o paciente acaba se queixando de dores na cabeça.

Embora muitas cefaleias e dores orofaciais sejam de fácil diferenciação, existem áreas limítrofes em que há dificuldade diagnóstica, ou ainda, casos mistos em que as dores na face coexistem com cefaleias primárias, o que dificulta a abordagem profissional devido aos sintomas inespecíficos relatados pelos pacientes e ao caráter atípico da dor.

Os profissionais com experiência no tratamento de dores crônicas estão habituados a atender justamente esse grupo de pacientes devido ao treinamento que receberam voltado para o processo de diagnóstico.

É de extrema importância que as pessoas que apresentem dores de cabeça frequentes sejam avaliadas por profissionais capacitados para fazer o diagnóstico do problema que as acomete.

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